17 de nov. de 2019

Intertextualidade onírica na mídia indígena



"Intertextualidade onírica na mídia indígena" é o nome do artigo de autoria de Charles Bicalho publicado nos anais do VII Seminário de Pesquisa Discente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (SPLIT) da Faculdade de Letras da UFMG. Intitulado A Crítica Literária Contemporânea Produzida no Brasil, o volume traz uma série de trabalhos de vários pesquisadores acadêmicos.
Para baixar o PDF com todos os artigos, acesse o link:
http://www.letras.ufmg.br/padrao_cms/documentos/eventos/vivavoz/ANAIS%204%20site.pdf

13 de nov. de 2019

Mãtãnãg vai à final na Espanha



Nosso filme de animação, Mãtãnãg, a Encantada, concorre em duas categorias na fase final do FIBABC na Espanha: Premio al Mejor Corto de América Latina e Premio de la Crítica de ABC al Mejor Corto No Estrenado en España. 
Precisamos dos votos para vencer a final. 
Assistam e votem!

https://fibabc.abc.es/finalistas/?fbclid=IwAR24BqJG22aLMPBHaowz6hULPdkH6EUusT9E1j-v1r2bAAoxyX-AqZspx-g

6 de nov. de 2019

Mãtãnãg no Forumdoc.bh.2019



Mãtãnãg, a Encantada, nova produção em animação da Pajé Filmes, está na programação do Forumdoc.bh.2019.
Para obter maiores informações sobre nosso filme e o festival, acesse o link:
https://www.forumdoc.org.br/movie/matanag-a-encantada/

5 de out. de 2019

Mãtãnãg, a Encantada tem estreia internacional



A estreia internacional do curta-metragem de animação Mãtãnãg, a Encantada – produzido pela Pajé Filmes com o apoio do programa Rumos Itaú Cultural 2017-2018 – acontece entre 21 de outubro e 1º de novembro de 2019 e reúne também uma série de debates sobre o processo de produção do filme.
Maiores informações no link:

27 de set. de 2019

Konãgxeka em Paris



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali está na seleção de filmes a serem apresentados no Cycle Ciné Amériques, evento que ocorre de 25 de setembro a 18 de dezembro no INALCO - Institut National de Langues et Civilisations Orientales, em Paris, França.
A proposta do Ciclo é exibir produções "em línguas autóctones ou produzidas por realizadores autóctones do continente americano". 
Konãgxeka será exibido no dia 17 de outubro.
Maiores informações, como a programação completa, podem ser acessadas no link:
http://www.inalco.fr/actualite/cycle-cine-ameriques-inalco-association-ameriques

21 de set. de 2019

Mãtãnãg em Campos do Jordão



Mãtãnãg, a Encantada, novo filme de animação da Pajé Filmes foi selecionado para a quinta edição do Festival Curta Campos do Jordão, que ocorrerá de 15 a 20 de outubro.
Mãtãnãg é um dos 60 selecionados dentre 433 produções inscritas.
Maiores informações sobre o Festival podem ser conferidas no site: http://www.fccj.com.br/

10 de set. de 2019

Konãgxeka na Mostra Filmes de Montanha



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (2016) é um dos 19 selecionados e está na programação da Mostra Filmes de Montanha, que já aconteceu em Foz de Iguaçu, no Paraná, e agora acontecerá em Itajaí e Florianópolis, em Santa Catarina.
Para conferir todos os filmes selecionados, acesse o link:
https://mfm-brasil.wixsite.com/home?fbclid=IwAR1OL9eUdbvMTfhw3m3fD3xI4KOTd9LLwi8iC-2PbVpr8N5QqjW6GnpEmgw

27 de ago. de 2019

Artigo publicado nos Anais do V Seminário de Artes Digitais - Indígenas Digitais: Do Ritual Às Novas Mídias



Acaba de ser publicado mais um registro da participação da produção da Pajé Filmes em eventos acadêmicos. Trata-se dos Anais do V Seminário de Artes Digitais 2019, ocorrido em Belo Horizonte, de 23 a 26 de abril deste ano.
O V Seminário de Artes Digitais é organizado pelo Laboratório de Poéticas Fronteiriças da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e CNPq, a partir de comitê composto por membros de várias instituições (UEMG, CEFET-MG, UFSM, FAD/ICAT). A edição de 2019 da Seminário foi estendida e contou com o apoio de agências de fomento nacionais e diversos outros parceiros, tais como grupos de pesquisa consolidados no país e no exterior.
O título de nosso artigo, que vai das páginas 331 a 340 dos Anais, é "Indígenas Digitais: do ritual às novas mídias", de autoria de Charles Bicalho.
Para baixar o PDF da publicação, basta clicar no link:
https://drive.google.com/file/d/1Fey0SisNlrYmjZZEHXgiTCXNnq8J_pgS/view

17 de ago. de 2019

Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali no Spcine Play



Nosso curta-metragem de animação, Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali, já está disponível para streaming na Spcine Play, a plataforma de vídeo sob demanda totalmente dedicada ao cinema nacional. Fruto de um consórcio público-privado formado pela a Spcine (empresa da Prefeitura de São Paulo), a O2 Filmes e o laboratório de soluções digitais Hacklab, a Spcine Play tem uma sessão inteira dedicada a filmes de temática infantil, que é onde foi hospedado nosso Konãgxeka.
Para utilizar o serviço de estreaming, o usuário faz um cadastro. O aluguel de cada filme custa R$ 3,90, pagável com cartão de crédito.
Para conferir nosso filme, bem como todos os outros do catálogo da Spcine Play, acesse o link: https://www.spcineplay.com.br/

31 de jul. de 2019

Konãgxeka no Picnik Festival 2019



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali está na programação da quinta edição do Picnik Festival, que acontece nos dias 10 e 11 de agosto. Com mais de 30 eventos, o Festival acontece simultaneamente em São Paulo, Goiânia e Brasília, unindo moda, arte, design, audiovisual e muito mais.
Dedicado à cultura indígena brasileira, o Picnik deste ano tem no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília o seu epicentro.
Para maiores informações, confira a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/624810498041808/

14 de jun. de 2019

Cartaz de Mãtãnãg, a Encantada




Já estão circulando duas versões para o cartaz de nosso novo filme de animação, Mãtãnãg, a Encantada. A arte gráfica do filme é assinada por Charles Bicalho e Jackson Abacatu. Mas a primeira versão do cartaz aqui, com fundo escuro, é criação exclusiva de Jackson Abacatu.

13 de jun. de 2019

Lançamento de Mãtãnãg, a Encantada



Está confirmada a pré-estreia de Mãtãnãg, a Encantada, o novo filme de animação da Pajé Filmes.
Em sessão especial no MIS Cine Santa Tereza, o cinema do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte, no dia 20 de julho, às 17 horas, Matãnãg será precedido de outros dois curtas produzidos pela Pajé Filmes, numa pequena retrospectiva da trajetória da produtora: Xupapoynãg (2012) e Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (2016). O primeiro é um documentário dirigido por Isael Maxakali com foco no ritual da lontra dos Maxakali. Konãgxeka, a primeira animação da Pajé, dirigida por Isael Maxakali e Charles Bicalho, conta a versão maxakali do mito diluviano.
Patrocinado pelo edital Rumos Itaú Cultural 2017-2018, Mãtãnãg é a segunda animação da Pajé e se baseia em outra história mitológica dos Maxakali. Como resume a sinopse do filme: a índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Uma vez na terra dos espíritos, as coisas são diferentes: outros modos regem o sobrenatural. Mas Mãtãnãg não está morta e sua alma deve retornar ao convívio dos vivos. De volta à sua aldeia, reunida a seus parentes, novas vicissitudes durante um ritual proporcionarão a oportunidade para que mais uma vez vivos e mortos se reencontrem. Falado em língua Maxakali e legendado, Mãtãnãg se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali. As ilustrações para o filme foram realizadas em oficina na Aldeia Verde, no município de Ladainha, em Minas Gerais.
O MIS Cine Santa Tereza fica localizado à rua Estrela do Sul, 89, na Praça Duque de Caxias, no bairro de Santa Tereza.
A entrada é gratuita.
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31 de mai. de 2019

Konãgxeka no Prix Jeunesse Iberoamericano



Com satisfação informamos que nosso curta-metragem de animação, Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali, foi selecionado para o Festival comKids - Prix Jeunesse Iberoamericano 2019, que se dará no Sesc Consolação e Goethe-Institut, em São Paulo, de 11 a 16 de agosto.
Selecionado por uma equipe de 23 profissionais de oito países, Konãgxeka será exibido em sessão para público de 11 a 15 anos, com outras 12 produções, de um total de 80 filmes que compõem o Festival.
A lista com todas as produções selecionadas pode ser conferida no link:
https://comkids.com.br/finalistas-do-festival-comkids-prix-jeunesse-iberoamericano-2019/


30 de mai. de 2019

Konãgxeka na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali foi exibido no OU Brazilian Film Festival, promovido pelo OU Lusophone Club da Universidade de Oklahoma. Konãgxeka fechou o festival, que aconteceu de 25 de março a 04 de abril de 2019.
Maiores detalhes, como a programação completa, podem ser conferidos no link:
http://www.oudaily.com/culture/ou-lusophone-club-hosts-film-festival-to-showcase-brazilian-culture/article_e0e183d0-468f-11e9-90ce-a763938b515e.html

26 de mai. de 2019

Pré-estreia de Mãtãnãg no MIS Cine Santa Tereza




É com muita satisfação que informamos que a Pajé Filmes fechou parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Belo Horizonte e vai realizar a pré-estreia de seu novo filme de animação, Mãtãnãg, a Encantada, no MIS Cine Santa Tereza.
A exibição de Mãtãnãg se dará no dia 20 de julho, às 17 horas.
A pré-estreia de nossa nova animação se dará durante a Virada Cultural e contará com uma pequena retrospectiva da trajetória de 10 anos da Pajé Filmes. Na mesma sessão, antes de Mãtãnãg, serão exibidos também o documentário Xupapoynãg (2012), de Isael Maxakali, e Konãgxeka, o Dilúvio Maxakali (2016), com direção de Isael Maxakali e Charles Bicalho.
O MIS Cine Santa Tereza fica localizado à rua Estrela do Sul, 89, na Praça Duque de Caxias, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte.
Em breve divulgaremos o link com a programação completa do evento.

15 de abr. de 2019

Konãgxeka no Espírito Santo



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali está na programação da Aliança Indígena, evento que acontece no Cine Metrópolis, localizado no Campus da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, Espírito Santo, no dia 17 de abril.
Haverá mostra de filmes, debates, lançamento de livros, apresentações culturais com atividades, exposição de fotos, mostra de dança, pintura corporal, dentre outras atividades.
Uma imagem de Konãgxeka foi inclusive utilizada no cartaz do evento.
Maiores detalhes sobre a Aliança Indígena podem ser conferidos na matéria neste link:
https://seculodiario.com.br/public/jornal/materia/ufes-tera-um-dia-inteiro-de-atividades-sobre-questao-indigena

15 de mar. de 2019

Konãgxeka na China



Com satisfação informamos que Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali está na programação do Water Towns - Environmental Film & Arts Festival, que acontece na China, na cidade de Kunshan, províncida de Jiangsu, entre os dias 11 e 14 de abril.
Promovido pela Duke Kunshan University, a proposta do Water Towns é celebrar a natureza, a saúde, a sociedade e as artes, congregando cineastas, pesquisadores, cientistas e artistas para pensar o mundo em que vivemos.
Maiores informações, no site do festival:
https://sites.duke.edu/watertowns/?p=147

22 de fev. de 2019

Konãgxeka e Xupapoynãg na Brown University nos Estados Unidos



A animação Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali e o documentário Xupapoynãg, ambas produções da Pajé Filmes estão na programação do Film Spring Series 2019 - Screening of Indigenous-Themed Shorts, que faz parte do The Brazil Initiative at Brown, evento que foca manifestações da cultura brasileira e acontece no dia 28 próximo, na Brown University, na cidade de Providence, estado de Rhode Island, nos Estados Unidos.
A programação pode ser conferida no link:
https://www.evensi.us/screening-indigenous-themed-shorts-brazil-initiative-brown/292989917

Konãgxeka na Ameríndia em Lisboa



Ameríndia - Percursos do Cinema Indígena no Brasil é o nome da mostra que acontece de 13 a 17 de março na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal. Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali, bem como Xokxop Pet (2009), outra produção da Pajé Filmes dirigida por Isael Maxakali, estão na programação de uma das 13 sessões que a mostra traz.
Com curadora de Ailton Krenak, Vincent Carelli, Miguel Ribeiro, Rodrigo Lacerda e Rita Natálio, "a Mostra Ameríndia apresenta uma seleção de filmes em que os coletivos indígenas actuam em diferentes níveis. Por vezes, são realizadores no sentido ocidental e direcionam a câmara para o quotidiano da sua aldeia, rituais ou a sociedade colonial. Outras vezes colaboram com não-indígenas na produção de obras. As propostas, selecionadas de diferentes momentos históricos e produzidas por diferentes etnias e em diversos contextos de produção, dão forma a uma real multiplicidade nas suas escolhas formais e temáticas". 
Programação completa e outras informações podem ser acessadas no catálogo da mostra neste link:
http://fcsh.unl.pt/media/noticias/destaques/documentos/MOSTRA_AMERINDIA_V8.pdf

28 de dez. de 2018

Novos testes de Mãtãnãg


Jackson Abacatu, Diretor de Animação de Mãtãnãg, segue dando vida a nosso filme. Personagens, cenas e objetos surgem do trabalho artesanal com recortes, colagens e movimentos.
Abaixo, Mãtãnãg e o espírito yãmîy de seu marido, os morcegos e a espinheira em chamas em quadros congelados de passagens do filme ainda em processo de feitura.










19 de dez. de 2018

Primeiros testes de Mãtãnãg

Estão surgindo os primeiros testes de Mãtãnãg, nova produção da Pajé Filmes, com Co-Direção de Shawara Maxakali, roteiro em parceira com Pajé Totó, e Direção de Animação de Jackson Abacatu.






27 de out. de 2018

Takumã Kuikuro, cineasta



O Globo, Página 2, p. 2 - 13/11/2017
Takumã Kuikuro, cineasta: "Queremos registrar nossa cultura"
Documentarista veio ao Rio com outros membros de sua aldeia participar do festival Multiplicidade, no Oi Futuro Flamengo

Daniel Salgado

Últimas de Conte algo que não sei
"Tenho 34 anos e sou membro da etnia indígena Kuikuro, do Alto Xingu. Trabalho com audiovisual há mais de uma década, e já gravei diversos longas e curtas-metragens, entre eles o documentário 'As hiper mulheres'. Além disso, também faço projetos para levar o audiovisual a outras aldeias da região."

Conte algo que não sei.
Nós costumamos assistir a filmes de outras comunidades na nossa própria aldeia. Tentamos colocar, sempre que possível, um telão para que todo mundo os veja. Não são filmes americanos, normalmente. Mas o primeiro filme a que assisti, em 1996, foi um do Bruce Lee, justamente quando estava em reclusão para me tornar um lutador.

Como você e a sua comunidade começaram a trabalhar com cinema?
Foi em 2000, com a chegada de uma equipe de antropólogos na minha aldeia, dos Kuikuro, que fica no Xingu. Lá, eu e alguns outros começamos a aprender a mexer nos equipamentos de vídeo que eles trouxeram. Mas ainda levaria anos até que nos acostumássemos e produzíssemos nossas próprias obras. Durante esse processo, por exemplo, tive que aprender português para facilitar meu domínio das câmeras. O primeiro filme só saiu em 2002, com a chegada do projeto Vídeo na Aldeia.

E como foi a aceitação das filmagens dentro da aldeia?
Foi difícil. Em um filme que fizemos sobre um eclipse, quisemos registrar os rituais, as danças e os hábitos da aldeia durante o evento. Mas houve muita resistência por parte dos outros, que não estavam acostumados em serem filmados. Por isso, tivemos que começar gravando nossos familiares. No fim das contas, quando mostramos o resultado, todos se abriram e abraçaram o projeto.

Como o cinema impacta o dia a dia dos Kuikuro?
Ajuda muito, mesmo, na preservação da nossa cultura. Com o tempo e a aceitação da comunidade, chegamos a formar um coletivo Kuikuro de cinema para todas as aldeias da nossa cultura. A partir dele, nosso cacique nos fez um pedido: ele estava preocupado com a falta de interesse dos jovens pelas nossas tradições e pediu que as registrássemos para que não se perdessem com o tempo. Então, gravamos dezenas de horas de cantos, danças e outras práticas da nossa cultura.

E os jovens passaram a se interessar?
Sim, com certeza! Hoje, muitos dos jovens da aldeia buscam saber diretamente das nossas tradições através destes filmes e registros. Como gravamos em 2005, mostramos a eles o que acontecia há quase uma década, e eles estão demonstrando um interesse renovado.

O cinema também serve de ponte entre as diversas comunidades do Xingu?
Cada vez mais. Na minha volta do Rio de Janeiro, quando vim para estudar, fizemos exibições dos filmes Kuikuro em outras nove aldeias. E elas se interessaram tanto que já nos pedem para gravar suas memórias. Atualmente, estamos oferecendo oficinas em outras comunidades para aumentar essa produção.

E que histórias você gostaria de contar que ainda não teve a oportunidade?
Estou pensando principalmente em duas. Primeiro, contar a vida dos indígenas que saem das aldeias para morar na cidade grande, entender suas rotinas. Além disso, mostrar as brigadas indígenas que estão sendo formadas nos últimos tempos para combater incêndios florestais no Xingu. Muita gente diz que indígena não trabalha. Através do nosso cinema, queremos mostrar que isso é mentira. Queremos registrar nossa língua, nossa cultura. Promover uma troca de olhares.

O Globo, 13/11/2017, Página 2, p. 2

https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/takuma-kuikuro-cineasta-queremos-registrar-nossa-cultura-22057009

2 de out. de 2018

James Young Deer




James Young Deer (1876-1946), também conhecido como J. Younger Johnson ou Jim Young Deer, nasceu na verdade James Young Johnson, em Washington, DC, nos Estados Unidos.
Tornou-se ator, diretor, roteirista e produtor. Acredita-se que seja o primeiro indígena diretor e produtor em Hollywood.
Junto com sua esposa e parceira, Lillian St. Cyr (Winnebago, Nebraska), eram considerados uma “força influente” (“influential force”) na produção dos primeiros filmes de western no período do cinema silencioso. Seus filmes, bem como outros do período, eram notáveis por retratar os índios positivamente.
Ainda que fosse identificado nos primeiros filmes em Hollywood como sendo do povo Winnebago, de Nebraska, seus ancestrais eram na verdade do povo Nanticoke, do estado de Delaware.
Young Deer entrou para a Marinha dos Estados Unidos em 1898, onde permaneceu por três anos durante a Guerra Hispano-Americana, mas aparentemente se desiludiu com o “grande preconceito” da instituição.
Trabalhou no Wild West Show de Buffalo Bill.
Deer começou a atuar em 1909 em Nova York em filmes western. Kalem, Lubin, Vitagraph e Biograph estavam entre as companhias cinematográficas para as quais trabalhou. Trabalhou também para a New York Motion Pictures Company, uma das primeiras produtoras independentes dos Estados Unidos.
Em 1910 foi contratado pela companhia francesa Pathé Frères, que tinha uma filial em Jersey City e sofria críticas por seus filmes apresentarem uma visão pouco realista do velho oeste. Young Deer fora contratado então para produzir os filmes de temática indígena e acabou chefiando as operações do West Coast Studio no distrito de Edendale, em Los Angeles. Atuou, roteirizou, dirigiu e produziu aproximadamente 150 filmes na Pathé West Coast Studio.
Em 1910, um quinto dos filmes nos Estados Unidos eram westerns e as companhias lutavam para estabelecer o seu domínio no gênero. Nesse período indígenas eram retratados de um modo positivo. Diretores frequentemente contratavam índios como atores. “Durante esse período índios se tornaram símbolo de integridade, estoicismo e confiabilidade”, escreve o historiador William K. Everson.
Os filmes de Deer se caracterizavam pela ausência dos típicos clichês de índios guerreiros hostis e atacantes de vagões de trem, ainda que alguns estúdios já apresentassem índios sob uma luz favorável.
Em 1913 Young Deer fora acusado de abuso por uma garota de 15 anos na Califórnia. A acusação o motivou a ir trabalhar no Reino Unido. Trabalhou em Londres em 1914 filmando suspense para a British and Colonial Films. Consta que tenha filmado documentários na França durante a Primeira Guerra Mundial.
Ao retornar aos Estados Unidos os filmes de western já não eram tão populares, o que diminuiu suas oportunidades de trabalho. Ele então foi dirigir uma escola para atores em São Francisco.
Em julho de 1930 viajou para o Arizona para se casar com Helen Gilchrist, que veio a falecer em 1937. Na década de 30 teria trabalhado ocasionalmente como diretor assistente em produções independentes de baixo orçamento, em filmes B e seriados.
James Young Deer morreu em Nova York em abril de 1946 e foi enterrado no Cemitério Nacional de Long Island, identificado como veterano da Guerra Hispano-Americana.

Filmografia:

Como diretor
Lieutenant Daring RN and the Water Rats (1924)
The Stranger (1920/I)
Who Laughs Last (1920)
The Savage (1913)
The Unwilling Bride (1912)
The Squaw Man's Sweetheart (1912)
Red Deer's Devotion (1911)
The Yaqui Girl (1910)
Cowboy Justice (1910)
An Indian's Gratitude (1910)
A Cheyenne Brave (1910)
The Red Girl and the Child (1910)
Under Both Flags (1910)
White Fawn's Devotion: A Play Acted by a Tribe of Red Indians in America (1910)
Red Wing's Gratitude (1909)
For Her Sale; ou Two Sailors and a Girl (1909)
The Falling Arrow (1909)

Como ator
Man of Courage (1922)
Under Handicap (1917)
Against Heavy Odds (1914)
The Unwilling Bride (1912)
Little Dove's Romance (1911)
Red Deer's Devotion (1911)
Young Deer's Return (1910)
The Red Girl and the Child (1910)
The Indian and the Cowgirl (1910)
The Cowboy and the Schoolmarm (1910)
Young Deer's Gratitude (1910)
The Ten of Spades; ou A Western Raffle (1910)
Young Deer's Bravery (1909)
Red Wing's Gratitude (1909)
The Mended Lute (1909)
The True Heart of an Indian (1909)

Como roteirista
Lieutenant Daring RN and the Water Rats (1924)
Neck and Noose (1919)
White Fawn's Devotion: A Play Acted by a Tribe of Red Indians in America (1910)

Texto traduzido e adaptado de:
https://en.wikipedia.org/wiki/James_Young_Deer
https://www.aisc.ucla.edu/news/files/Young%20Deer%20BL%20Article.pdf

No link a seguir se pode assistir a White Fawn's Devotion, um dos poucos filmes de Young Deer que sobreviveram, e que foi agregado ao National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em 2008: 

https://www.youtube.com/watch?v=wmaa0dsjdCA

4 de set. de 2018

Konãgxeka na III Mostra de Cinema Tela Indígena



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali foi selecionado e está na programação da III Mostra de Cinema Tela Indígena, que acontece entre os dias 13 e 17 de setembro, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
A mostra exibe filmes realizados por indígenas e com essa temática. Serão exibidos 27 filmes, de mais de 18 etnias diferentes. Também contaremos com a presença de 20 artistas, pesquisadores, cineastas e lideranças indígenas de todo o Brasil.
Konãgxeka será exibido no dia 15, às 19:30, em sessão intitulada "O dilúvio e a lagarta".

Mais informações no site: https://www.mostratelaindigena.com.br/
Programação Completa: https://goo.gl/ye9ENy

26 de ago. de 2018

Pajé Filmes no I Fórum de Mediação em Arte e Cultura



A Pajé Filmes participará do I Fórum de Mediação em Arte e Cultura: educação estética & educação política como estratégias de resistência, que se realizará nos dias 27, 28 e 29 de agosto, em Belo Horizonte.
No dia 27, de 16 às 18:30, no Auditório do PPGArtes, à rua Paraíba, 323, bairro Santa Efigênia, sob o título "Pajé Filmes: produção audiovisual indígena em Minas Gerais", será apresentado um relato da trajetória da produtora.
I Fórum de Mediação em Arte e Cultura é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGArtes) da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

Eis o resumo de nossa apresentação: 
Relato sobre a experiência de dez anos na produção de filmes com foco na temáica indígena no estado de Minas Gerais. A produtora Pajé Filmes, nascida em Belo Horizonte, em 2008, realiza um trabalho de pesquisa e produção com representantes indígenas no estado, sobretudo com o povo Maxakali, com uma população em torno de 1800 indivíduos, falantes de sua língua ancestral e praticantes de seu modo tradicional de cultura com base em sua mitologia, religião, rituais, organização social, etc. Após a produço de mais de uma dezena de filmes documentários, dirigidos e produzidos pelos próprios representantes indígenas, em 2016, a Pajé Filmes realizou seu primeiro filme de animação - Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali - codirigido por Isael Maxakali, sob os auspícios do edital Filme em Minas. Atualmente, inicia a produção de nova animação - Mãtãnãg, a Encantada - codirigido por Shawara Maxakali, projeto aprovado no edital Rumos Itaú Cultural. A Pajé Filmes tem como propósito potencializar a força artística da cultura tradicional indígena, se utilizando dos meios modernos de comunicação, como forma de gerar visibilidade para uma expressão de minoria no ambiente cultural, seja em nível local, nacional e internacional. As produções da Pajé Filmes primam pela coerência no processo de tradução dos elementos da cultura tradicional para os meios tecnológicos atuais de matriz digital. Para tanto, se utiliza de noções como o etnodesign e o design de produção ou direção de arte em audiovisual para nortear a transposição dos elementos da expressão artística originalmente indígenas para a linguagem fílmica. Partindo da formação educacional de membros da comunidade nas áreas de mídias e linguagens, através da realização de oficinas e cursos em aldeia, a produção da Pajé Filmes tem participado de festivais em âmbito internacional, angariando prêmios e projeção, e consequentemente gerando dividendos políticos para uma população historicamente marginalizada.

Maiores informações podem ser acessados no site do evento: http://ppgartes.uemg.br/

20 de ago. de 2018

Konãgxeka no Mekukradjá do Itaú Cultural



De 13 a 23 de agosto, 11 filmes relacionados à temática do Mekukradjá – Círculo de Saberes estão disponíveis ao público no site do Itaú Cultural. De longas a curtas, as produções são assinadas por diretores de diversas etnias e regiões do país. O movimento da memória é o tema desta terceira edição.
Para conferir Konãgxeka, acesse o link;
http://www.itaucultural.org.br/konagxeka-diluvio-maxakali

28 de mai. de 2018

Konãgxeka no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro



Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali está concorrendo ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema.
Konãgxeka é um dos 16 curtas-metragens brasileiros a concorrer a cinco vagas finais na categoria de animação no Primeiro Turno do GP 2018, fase em que apenas os associados da Academia votam.
Os curtas são indicados por instituições como Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA); Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACINE); Festival É Tudo Verdade; Fórum dos Festivais; Kinoforum e Porta Curtas.
Eis o link contendo as informações sobre o filme, bem como o trailer, no site da Academia:
http://gp2018.academiabrasileiradecinema.com.br/2018/05/18/konagxeka-a-enchente-de-maxakali/