24 de ago de 2009

Programação da Mostra Pajé de Filmes Indígenas

Finalizadas as postagens com o resumo de cada um dos nove filmes selecionados para a Mostra Pajé de Filmes Indígenas, confirmamos a data, o horário e o local da Mostra. Ela acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de setembro, às 16 horas, no Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG, no Campus Pampulha, av. Antônio Carlos, 6627.

Ficou então assim a programação da Mostra Pajé:

Dia 16/09 - Quarta-feira
Tatakox, de Isael Maxakali
Presente dos Antigos, de Ranisson Xacriabá e José dos Reis Xacriabá
Xina Bena - Novos Tempos, de Zezinho Yube

Dia 17/09 - Quinta-feira
Huni Meka, os Cantos do Cipó, de Josias Mana e Tadeu Siã
Casca do Chão, de Glaysson Caxixó e Jacyara Caxixó
500 Almas, de Joel Pizzini

Dia 18/09 - Sexta-feira
A Caçada, de Itamar Krenak
O Sonho do Pajé, dos alunos das etnias Xacriabá, Krenak, Maxakali, Pataxó e Xukuru-Kariri nas oficinas de Múltiplas Linguagens do PIEI-MG
Serras da Desordem, de Andrea Tonacci

Em breve postaremos aqui a nova versão do cartaz, com os dados atualizados.

17 de ago de 2009

O SONHO DO PAJÉ



“O Sonho do Pajé” (Fic., MG, 16’20”, 2008) - Alunos das etnias Xacriabá, Krenak, Maxakali, Pataxó e Xukuru-Kariri nas oficinas de Múltiplas Linguagens do PIEI-MG.

Filme realizado pelos alunos do Curso Normal Indígena do Programa de Implantação das Escolas Indígenas de Minas Gerais (PIEI-MG), sob os auspícios da Pajé Filmes, “O Sonho do Pajé” é uma releitura crítica e bem humorada da descoberta da América pelos europeus. Estes chegam ao litoral na figura de uma mulher espalhafatosa e seus dois capangas. Porém, a recepção que os índios oferecem a eles será um pouco diferente daquela que se costuma ouvir nas aulas de História.

A CAÇADA



“A Caçada” (Animação, MG, 02’20”, 2009) - Itamar Krenak

Itamar Krenak é aluno do Curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas (FIEI) da UFMG. Desenhista, foi no Laboratório de Múltiplas Linguagens do FIEI que Itamar desenvolveu esta animação que ilustra um dia de caçada na aldeia Krenak. Mais uma produção do Literaterras.

13 de ago de 2009

HUNI MEKA, OS CANTOS DO CIPÓ



“Huni Meka, os Cantos do Cipó” (Doc., AC, 25’15”, 2006) - Josias Mana e Tadeu Siã - Hunikui (Kaxinawá) - Vídeo nas Aldeias

Uma conversa sobre cipó (aiauasca), “miração” e cantos. A partir de uma pesquisa do professor Isaias Sales Ibã sobre os cantos do povo Hunikui, os índios resolvem reunir os mais velhos para gravar um CD e publicar um livro.

XINA BENA - NOVOS TEMPOS



"Xina Bena – Novos Tempos" (Doc., AC, 52', 2006) – Zezinho Yube - Hunikui (Kaxinawá) – Vídeo nas Aldeias

O dia-a-dia da aldeia Hunikui de São Joaquim, no rio Jordão no estado do Acre. Augustinho, pajé e patriarca da aldeia, sua mulher e seu sogro, relembram o cativeiro nos seringais e festejam os novos tempos. Agora, com uma terra demarcada, eles podem voltar a ensinar as suas tradições para seus filhos e netos.

TATAKOX



“Tatakox” (Doc., MG, 23’, 2007) – Isael Maxakali

“Tatakox” (em língua Maxakali se diz algo como “tatacui”) é o espírito da lagarta. Este documentário Maxakali, ganhador de prêmio no Forumdoc.bh.2008, foca um importante ritual de iniciação indígena, quando os meninos da aldeia são levados para a "Casa de Religião" e são submetidos a um curso intensivo sobre sua cultura tradicional.

"Na nossa Aldeia Verde tem casa de nossos rituais e nossa comunidade sempre faz ritual na Aldeia Verde. Eu fiz um filme de 'Tatakox' para mostrar para nossas escolas indígenas. Quando o Tatakox vem e traz espírito de nossas crianças mortas para as mães. A mãe vai lembrar o filho e chorar. O Tatakox vai passando pelas mães e depois vai levar o espírito para a casa de ritual. Depois ele volta para pegar os meninos que têm 6 anos. Leva para a casa de ritual e eles ficam lá por 30 dias. E as mães mandam comida para eles. Os pais levam a comida para seus filhos. Os rituais ensinam e os pajés também. No começo eu não sabia filmar, mas teve uma oficina em Belo Horizonte. Foram os parentes Xavante que ensinaram. Participaram seis pessoas: Alípio, Tuilá, Carlo Alexandre, Gilberto, Rafael e Isael. Por isso eu aprendi. Mas quando ia ter o ritual eu não podia filmar pertinho porque os pajés não deixam. Mas eu já sabia porque os parentes explicaram muito bem."
Texto de Isael para a revista Tabebuia/IPÊ, 2009, p. 48.

11 de ago de 2009

CASCA DO CHÃO



“Casca do chão” (Doc., MG, 48’, 2008) – Glaysson Caxixó e Jacyara Caxixó

Filme produzido durantes as oficinas de cinema do Curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas (FIEI) da UFMG, “Casca do Chão” (uma produção do Grupo Transdisciplinar de Pesquisas Literaterras) acompanha alguns dias na vida do cacique Djalma Caxixó, que mostra lugares e fragmentos de seus ancestrais, chamados por ele de “povo da morada do chão”. Nas andanças promovidas pelo ancião, os dois jovens cineastas aprendem também o verdadeiro significado do “encantamento” que, ao contrário da “filmação”, só é captado na escuridão da Lapa, sob o domínio de Jaci, o Deus Caxixó.

6 de ago de 2009

SERRAS DA DESORDEM



“Serras da desordem” (Doc., SP, 135’, 2006) - Andrea Tonacci

Carapiru, da tribo Awá Guajá (do Maranhão), sobrevive a um massacre perpetrado por jagunços contratados por fazendeiros na Amazônia em 1978. Tendo a família dizimada, Carapiru vaga sozinho pelo interior do Brasil durante 10 anos. Em 1998 é descoberto pelo Incra e pela Funai num lugarejo da Bahia, vivendo com uma família não-índia. A partir daí segue-se ainda uma verdadeira saga.
Embaralhando o documentário com a ficção, "Serras da Desordem" tem encenações, em que os próprios Carapiru e Sidney Possuelo, pessoas reais da história, interpretam seus próprios personagens no filme. Matérias telejornalísticas, ficções, documentários e entrevistas, além de dramatizações, compõem o mosaico de Tonacci para contar essa história incrível.

3 de ago de 2009

500 ALMAS



“500 almas” (Doc., SP, 103’21”, 2007) - Joel Pizzini

Um documentário etnopoético que reflete a presença e ausência de memória a partir da cultura milenar dos índios Guató, habitantes do pantanal brasileiro. Considerados extintos na década de sessenta, os Guató foram redescobertos por uma freira salesiana, reconhecidos oficialmente na década de oitenta e hoje lutam pela preservação e recuperação de sua identidade. Ao retratar os últimos falantes do idioma guató, o filme refaz a genealogia da tribo, evidenciando os principais conflitos e paradoxos da cultura desde os primeiros contatos com os viajantes europeus.
Para recriar o universo mítico e existencial dos chamados índios canoeiros, o documentário recorre à ficção, inserindo trechos filmados da peça Controvérsia, de Jean-Claude Carrière, montada pelo ator/diretor Paulo José, que também representa todos os papéis da reconstituição de um julgamento de um líder guató assassinado.