28 de jul. de 2011

Pajé Filmes no Cine Mosquito

 

"Xupapoynãg" (2011), filme de Isael Maxakali, foi exibido do Cine Mosquito, mostra que acontece em Cabo Frio/RJ e é organizada por Jiddu Saldanha.

25 de jul. de 2011

"Cinema underground"

"O que estou tentando demonstrar é que os artistas do Paleolítico tinham os instrumentos do pintor, mas os olhos e a mente dos cineastas. Nas entranhas da terra, eles construíram imagens que parecem se mover, imagens que 'cortavam' para outras imagens ou dissolviam-se em outras imagens, ou ainda podiam desaparecer e reaparecer. Numa palavra, eles já faziam cinema underground."
(Wachtel apud Arlindo Machado em Pré-cinemas e pós-cinemas)

"Quanto mais os historiadores se afundam na história do cinema, na tentativa de desenterrar o primeiro ancestral, mais eles são remetidos para trás, até os mitos e ritos dos primórdios. Qualquer marco cronológico que possam eleger como inaugural será sempre arbitrário, pois o desejo e a procura do cinema são tão velhos quanto a civilização de que somos filhos."
(Arlindo Machado em Pré-cinemas e pós-cinemas)

25 de jun. de 2011

Kotkuphi e Xupapoynãg - dois curtas de Isael Maxakali contemplados no Filme em Minas


Contemplados na categoria de finalização do edital Filme em Minas em 2011.

Xupapoynãg
As lontras invadiram a aldeia para vingar a exploração e morte de seus parentes, caçados e devorados pelos humanos. Cabe às mulheres travar uma batalha para expulsar os invasores.
Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali, Fotografia still: Sueli Maxakali, Edição e finalização: Charles Bicalho, Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e coletivo audiovisual Pajé Filmes. Idioma: maxakali.
Legenda: português.

Kotkuphi
A colheita, o preparo do alimento, o canto, e demais atividades envolvidas na realização de um yãmîyxop, o ritual, em homenagem ao yãmîy ("espírito") da mandioca.
Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali, Fotografia still: Sueli Maxakali, Edição e finalização: Charles Bicalho, Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e coletivo audiovisual Pajé Filmes. Idioma: maxakali.
Legenda: português.

25 de mai. de 2011

Pajé Filmes no CINEMA AMBIENTAL NA PRAÇA em Amparo/SP

CINEMA AMBIENTAL NA PRAÇA

10/06/2011 - 19 hs
Praça Pádua Salles - Palco da Rádio - Entrada livre
Encerramento da Semana do Meio Ambiente de Amparo - SP
Idealização e Curadoria: Álvaro Luiz Cardoso 
Produção executiva: Helena Maria Ferreira Leite
Realização: SAAE/Prefeitura Municipal de Amparo


O CINEMA AMBIENTAL NA PRAÇA fará exibição de curtas e longas metragens de cunho documental ou ficcional que têm como enfoque a ecologia, a situação ambiental do planeta frente à interferência destrutiva do homem, a valorização da cultura indígena e as ações de conservação e preservação ambiental da sociedade e dos governos em todas as áreas de atuação.
Serão exibidos 4 curtas-metragens do Coletivo Pajé Filmes de Belo Horizonte – MG, sendo um deles ficção e 3 documentários, que dão um mergulho antropológico na riquíssima cultura indígena mineira e brasileira.
Logo após virá o instigante e emocionante “Remições do Rio Negro” de Erlan Souza e Fernanda Bizarria, que além do conteúdo crítico e reflexivo sobre a “catequização” salesiana no alto Rio Negro, dá um show na edição das imagens, na belíssima montagem de Pedro Aspahan.
Para encerrar a noite, o polêmico e praticamente inédito “Pandemonium” de Jorge Bodanzky, um de nossos documentaristas mais importantes e premiados.


Mais informações: 19 38078233 - 19 38088400

16 de mai. de 2011

Filme de Isael Maxakali: "Dia do índio na Aldeia Verde em 2010"





Filmagens das comemorações do Dia do Índio na Aldeia Verde Maxakali em Ladainha, Minas Gerais, em abril de 2010. Direção: Isael Maxakali; câmera: Isael Maxakali; edição: Charles Bicalho.
http://www.youtube.com/watch?v=JYMDucUlW4Q&feature=channel_video_title

27 de abr. de 2011

Simple Art

“All great art is simple, 
but simplicity requires the greatest art.”
F. W. Murnau

14 de abr. de 2011

II Mostra Pajé de Filmes Indígenas





Programação:

Dia 03/05
TERRA VERMELHA (Brasil/Itália, 2008, 108min), Marco Bechis
Inspirado em fatos reais e tendo os Caiová eles mesmos interpretando seus papéis, o filme mostra um retrato chocante da vida desses Guarani no Mato Grosso do Sul. Um grupo de turistas passeia de barco com binóculos em punho. Índios seminus tomam banho às margens do rio. Na seqüência, vestidos com calças, camisetas e sandálias, os índios recebem o pagamento em dinheiro por representarem o papel deles mesmos.

Dia 05/05
A CAÇADA (MG, 2009, 2min), Itamar Krenak
Animação que ilustra um dia de caçada na aldeia Krenak.
CASCA DO CHÃO (MG, 2008, 48min), Glaysson Caxixó e
Jaciara Caxixó
Acompanha alguns dias da vida do cacique Djalma Caxixó, que mostra lugares e fragmentos de seus ancestrais, chamados por ele de “povo da morada do chão”. Nas andanças promovidas pelo ancião, os dois jovens cineastas aprendem também o verdadeiro significado do “encantamento” que, ao contrário da “filmação”, só é captado na escuridão da Lapa, sob o domínio de Jaci, o Deus Caxixó.
KENE YUXI - AS VOLTAS DO KENE (Acre, 2010, 48min), Zezinho Yube
Ao tentar reverter o abandono das tradições do seu povo e seguindo as pesquisas do seu pai, o professor e escritor Joaquim Maná, Zezinho Yube corre atrás dos conhecimentos dos grafismos tradicionais das mulheres Huni Kui auxiliado por sua mãe.

Dia 10/05
YIAX KAAX – FIM DO RESGUARDO (MG, 2010, 24min), Isael Maxakali
Juan Maxakali nasceu em outubro de 2009 na Aldeia Verde Maxakali em Ladainha, Minas Gerais. Seus pais, Zezão e Jupira, ficam de resguardo por trinta dias após o parto. Durante este período eles sofrem uma série de restrições, como por exemplo, não comer carne vermelha. Agora o resguardo acabou. E Isael faz um documentário sobre o ritual que marca este final. Todos vão à cachoeira. O pajé Mamey vai à mata colher jaborandi e encontrar uma pedra para cortar o bambu que será usado para soprar a água em direção ao nascente e ao poente, exatamente como faziam os antigos. Assim todos agradecem e pedem proteção ao sol. Zezão e Jupira agora estão liberados para fazer tudo que gostam.
IRACEMA, UMA TRANSA AMAZÔNICA (Brasil, 1974, 90min), Jorge Bodansky
Em contraste com a propaganda oficial da ditadura na época, que alardeava um país em expansão com a construção da Transamazônica, uma câmera sensível revela os problemas que a estrada trazia para a região: desmatamento, queimadas, trabalho escravo, prostituição. Misturando documentário e ficção, o filme narra a história da jovem Iracema (Edna de Cássia) e do caminhoneiro Tião Brasil Grande (Paulo César Pereio). Iracema permaneceu proibido pela censura militar por seis anos. Neste período, ganhou prêmios em festivais internacionais, e, em 1980, quando liberado, foi o grande vencedor do Festival de Brasília.

Dia 12/05
BURUM NAK (MG, 2009, 39min), Itamar Krenak
Antigamente o povo Krenak utilizava-se da Bacia do Rio Doce para chegar ao mar. Os antepassados deixaram a tradição. A língua, os costumes, a dança, a cultura, a terra. A mata e as águas são fundamentais para a cultura Krenak. Nosso povo vem se recuperando. A alegria de cantar, dançar e agradecer por tudo voltou.

Dia 17/05
ARTESANATO XACRIABÁ: OSSO, MADEIRA E SEMENTE (MG, 2011, 15min), Marcelo Correa Franco Xacriabá
Um panorama do ofício e da produção artesanal dos Xacriabá.
A TETA ASSUSTADA (Peru, 2009, 91min), Claudia Llosa
(Urso de Ouro no Festival de Berlim 2009 e melhor filme estrangeiro em Gramado 2009).
Uma metáfora do rompimento. Peru, um país reprimido que só se expressa inconscientemente: por seus mitos, medos, traumas. O corpo de uma mulher é o vazio a ser preenchido. Uma angústia que quer se acalmar. O pavor ao diferente e a indiferença.


Dia 19/05
ANDANDO PARA O FUTURO, SEM ESQUECER O PASSADO (MG, 2011, 41min), Eulina Xacriabá
Uma pesquisa sobre as brincadeiras e cantos do povo Xacriabá.
WAMHUIRE - ACORDANDO A PINTURA XACRIABÁ (MG, 2011, 20min), Ranisson Xacriabá
Resultado de uma pesquisa de Ranisson sobre os motivos gráficos usados pelo povo Xacriabá.
HISTÓRIAS DE MAWARY (Brasil,  2009, 56min), Rubem Caixeta
Até o final da década de 1940, os Waiwai viviam dispersos na região de fronteira entre Brasil, Guiana e Suriname. Nesta ocasião, ali chegaram os missionários da Cruzada de Evangelização Mundial, pregando que aqueles povos eram “escravizados” pelos espíritos e, por isso, deviam abandonar a perspectiva animista em favor da “palavra de cristo”. Por sua vez, os índios diziam-lhes que não iriam abandonar suas festas e suas danças. Em 1994 estivemos na aldeia Mapuera para ouvir as narrativas de um tempo passado, mas ainda hoje inscritas nos corpos, nas palavras, e na vida cotidiana do povo Waiwai.

Dia 24/05
MULHERES E CRIANÇAS XACRIABÁ (MG, 2011, 17min), Cida, Marlene, Vilma, Cidinéia e Sônia Xacriabá
As diferenças e semelhanças na educação, brincadeiras e trabalhos das crianças xacriabás no passado e no presente.
EXPEDIÇÃO: GRUTA CABEÇA DE ANTA (MG, 2011, 05min), Ediney de Jesus Souza Xacriabá e Abel Nunes de Oliveira Xacriabá
Expedição realizada à Gruta Cabeça de Anta, sítio arqueológico e lugar de ancestralidade para os Xacriabá.
FESTA DAS ÁGUAS (MG, 2011, 41min), Isaque Pataxó
O nosso povo Pataxó veio do espírito da chuva, enviada por Niamisû. Esse espírito se transformou em protetor do seu povo e da natureza. Os espíritos da água e da mata nos tornam cada vez mais fortes. É isso que  mantém vivos os costumes e tradições do povo Pataxó e nos diferencia dos outros. Por isso é que mostramos aos outros, e a nós mesmos, o quanto somos resistentes diante de tanta discriminação. E diante dos massacres, que foram formas de reprimir o jeito com que lidamos com a natureza, respeitando cada espírito que está a nossa volta, protegendo e curando o nosso povo.
PRESENTE DOS ANTIGOS (MG, 2009, 52min), Ranisson Xacriabá e José dos Reis Xacriabá
A busca por um traço, um lastro, um rastro ancestral. Depois de muitas “guerras”, conflitos por posse de terra na região e grandes perdas em relação a práticas tradicionais, os Xacriabá revitalizam, pelas imagens, sua cultura. E, em especial, a pintura corporal. Vivenciando e registrando o que foi deixado desenhado pelos antepassados nas cavernas, eles absorvem o processo de realização de um filme, durante as oficinas de cinema documentário, ao mesmo tempo em que reforçam sua construção identitária.

Dia 26/05
CANTOS DO COITÉ (MG, 2011, 43min), Giselma Xukuru-Kariri
No município de Palmeira dos Índios, em Alagoas, o povo Xucuru-Kariri resiste à invasão da cidade por meio da força da cultura.
TABU (EUA, 1931, 81min), F. W. Murnau
Tabu, também chamado de Tabu, uma história dos mares do sul, é a última obra dirigida pelo alemão F. W. Murnau, que morreu num acidente automobilístico uma semana antes do lançamento do filme. Escrito por Murnau e Robert J. Flaherty, Tabu tem o elenco composto de nativos de onde o filme foi rodado: a ilha de Taiti, na Polinésia Francesa.
Matahi é um índio da ilha de Bora Bora. Um dia ele se apaixona por Reri, uma bela aldeã. Os anciões tribais, no entanto, reservam para Reri um destino especial: ela será oferecida em sacrifício aos deuses de seu povo. Então é declarado o tabu: qualquer homem que sequer lance sobre Reri um olhar desejoso provocará a morte de ambos. O casal foge, mas os sacerdotes tradicionais os perseguem... O título do filme vem do conceito de tapu, um princípio sagrado para muitos povos polinésios.

Dia 31/05
CORUMBIARA (Brasil, 2009, 117min), Vincent Carelli
(Kikito de melhor filme no Festival de Gramado 2009). Em 1985 o indigenista Marcelo Santos denuncia um massacre de índios na gleba Corumbiara (em Rondônia), e Vincent Carelli filma o que resta das evidências. Bárbaro demais, o caso passa por fantasia e cai no esquecimento. Marcelo e sua equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois, Corumbiara revela essa busca e a versão dos índios.

21 de fev. de 2011

"Monalisa Pataxó"

Modelo: Natália Pataxó (Katinã)
Foto: Charles Bicalho
Arte: Gis Rezende

11 de fev. de 2011

Xamã artista

"O xamã é um protótipo arcaico do artista, que também cruza os sexos e domina o espaço e o tempo." Camille Paglia

29 de jan. de 2011

Cinema ancestral

"Na minha mais convicta opinião, o cinema é algo que o homem carrega na cabeça desde a Idade da Pedra. Quando sua arte foi descoberta, no final do século XIX, este foi apenas um reencontro. O cinema é anterior à arte do cinema." Alexander Kluge

18 de out. de 2010

Pajé Filmes no Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural

A Pajé Filmes teve o prazer de participar do Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural ocorrido na Universidade Federal do Piauí (UFPI) em Teresina, Piauí, de 11 a 15 de outubro de 2010.

 

Aceitando o convite de Aristides Oliveira, mestrando do curso de História da UFPI e realizador audiovisual em Teresina (membro do Coletivo Diagonal), a Pajé Filmes ofereceu palestra e uma mini Mostra Pajé seguida de debate. Tudo dentro da programação do curso "Os usos do cinema e do audiovisual em sala de aula", ministrado por Aristides e João Paulo Peixoto Costa, voltado a professores de História das redes municipal e estadual do estado do Piauí.


Além da palestra "Pajé Filmes: o índio com a câmera na mão", apresentada por Charles Bicalho, a Pajé levou ao Congresso quatro filmes de realizadores indígenas mineiros: "Casca do chão" (Literaterras/FIEI/UFMG, 2008), de Glayson e Jaciara Caxixó; "Presente dos antigos" (Literaterras/FIEI/UFMG, 2009), de Ranisson e José dos Reis Xacriabá; "O sonho do pajé" (Pajé Filmes, 2008), direção coletiva; e "Yiax kaax" (Pajé Filmes, 2010), de Isael Maxakali.

24 de set. de 2010

Curtagora

 



 




Itamar Krenak, Glayson Caxixó e Ranisson Xacriabá foram entrevistados hoje de manhã pelo programa Curtagora da TV UNI-BH. Diego Costa, o entrevistador, quis saber, desde quem são os realizadores indígenas mineiros e seus filmes, até a criação da Pajé Filmes e a Mostra Pajé, realizada no ano passado.

O Curtagora é um programa de cinema produzido para a TV Universitária de Belo Horizonte. No ar há dez anos, aborda a sétima arte em todos os seus aspectos. Em cada programa, apresentado quinzenalmente, é exibido um curta-metragem.
É transmitido pelo canal 12 da NET e 14 da WAY, no sábado às 21:30 com reprises no domingo às 16:00, na terça-feira às 18:45, na quarta-feira às 19:30, na sexta-feira às 22:00, no sábado e no domingo às 20:00.
 

29 de mai. de 2010

Design Indígena em Minas


"Design Indígena em Minas" é o título da palestra que acontece na terça-feira, 01/06/10, às 19 horas, no Auditório da Escola de Design da UEMG, Av. Antônio Carlos, 7545 - Bairro São Luís, em Belo Horizonte.

24 de mai. de 2010

Filme de Isael Maxakali na CineOP


Isael Maxakali teve seu filme "Yiax Kaax - Fim do Resguardo" (2010), selecionado para a V Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP), que acontecerá de 17 a 22 de junho na cidade histórica.
"Yiax Kaax" será exibido no dia 21/06, às 17 horas, no Cine Teatro de Ouro Preto.
A programação completa da CineOP pode ser acessada neste link: http://www.cineop.com.br/filme-detalhe.php?menu=prog&sub=fil&cat=Curtas&mostrinha=0&CodFilme=11280

5 de mai. de 2010

Filmes indígenas mineiros no Novo México





Dois filmes indígenas mineiros ("Casca do Chão", de Glaysson e Jaciara Caxixó, e "Yiax Kaax", de Isael Maxakali) foram exibidos no Congresso Internacional sobre Políticas de Pesquisa em Línguas Indígenas, ocorrido na Universidade do Novo México (UNM), em Albuquerque, Novo México, Estados Unidos, nos dias 26 e 27 de abril.

O Congresso, em sua segunda edição neste ano, é organizado pela Dra. Christine Sims, Professora Assistente do Departamento de Línguas, Alfabetização e Estudos Culturais do American Indian Language Policy Research and Teacher Training Center, órgão do College of Education da UNM que fomenta e realiza pesquisas sobre as línguas indígenas no estado do Novo México. Dra. Sims é uma índia do pueblo Acoma.
O evento contou com a participação de representantes de etnias como Kukama, Paez, Guaranie, Ashaninka e Kumiai, de países latinos como Peru, Bolívia, Colômbia, Guatemala e México. Também de povos autóctones dos Estados Unidos, como Navajo, Cherokee e Mohawk.

29 de mar. de 2010

"Yiax Kaax", filme de Isael Maxakali, no Cinemosquito














Filme de Isael Maxakali, "Yiax Kaax" (2010), participa do Cinemosquito, mostra de cinema itinerante organizada por Jiddu Saldanha em Cabo Frio.
Confiram no blog do Cinemosquito: http://www.cinemosquito.blogspot.com/

4 de fev. de 2010

"YIAX KAAX - Fim do Resguardo"

Documetário de Isael Maxakali que acaba de ser finalizado foca ritual que marca o fim do resguardo.

Juan Maxakali nasceu em outubro de 2009 na Aldeia Verde Maxakali em Ladainha, Minas Gerais. Seus pais, Zezão e Jupira, ficam de resguardo por trinta dias após o parto. Durante este período eles sofrem uma série de restrições, como por exemplo, não comer carne vermelha. Agora o resguardo acabou. E Isael faz um documentário sobre o ritual que marca este final. Todos vão à cachoeira. O pajé Mamey vai à mata colher jaborandi e encontrar uma pedra para cortar o bambu que será usado para soprar a água em direção ao nascente e ao poente, exatamente como faziam os antigos. Assim todos agradecem e pedem proteção ao sol. Zezão e Jupira agora estão liberados para fazer tudo que gostam.

15 de jan. de 2010

"Presente dos Antigos" no Verão Arte Contemporânea

Depois de exibido no Forumdoc.bh 2009, "Presente dos Antigos" (2009), filme de Ranisson Xacriabá, agora está na programação da MOSTRA DE CINEMA - CULTURA, ARTE E PODER do Verão Arte Contemporânea. Vai passar nos dias 26/01 às 19 hs e 28/01 às 21 hs.
A programação completa da Mostra pode ser acessada no endereço: http://www.veraoarte.com.br/vac2010/cinema.php?l=atracoes_cinema_04.html

12 de dez. de 2009

Xokxop Pet

Está em fase de edição o filme de Isael Maxakali, intitulado "Xokxop Pet", que numa tradução literal quer dizer "A casa dos animais". Assim como o de Zezinho Maxakali, "Xokxop Penãhã" (Pajé Filmes, 2009), o filme de Isael também foi filmado no Zoológico de Belo Horizonte. Seu foco foi retratar os animais que fazem parte de um ritual que há muito tempo não se realiza na aldeia maxakali. Em frente os cativeiros, Isael, Voninho (aprendiz de pajé), e outros maxakalis, cantam os yãmîy (cantos sagrados) em homenagem aos bichos.
"Xokxop Pet" é um ensaio para um projeto maior cujos recursos serão buscados em edital público.

23 de nov. de 2009

Eisenstein: a existência dupla simultânea de duas imagens e os Bororo

"Não importa quão estranho e incomum isto possa parecer, é porém possível citar, a partir da prática artística, várias instâncias que soariam iguais, quase palavra por palavra, à idéia dos Bororo sobre a existência dupla simultânea de duas imagens completamente isoladas e diferentes e, porém, reais."
(Eisenstein, "A forma do filme: novos problemas" - A forma do filme)

22 de out. de 2009

Pajé Filmes é "batizada" por Ibã Kaxinawá


A Pajé Filmes recebeu ontem a ilustre presença de Isaias Sales Ibã. Ibã, da etnia Huni Kui (Kaxinawá) do Acre, veio a Belo Horizonte para participar de um evento de pesquisa do Literaterras. Aproveitando a ocasião, o convidamos para conhecer a Pajé Filmes. Seu filme "Huni Meka - os cantos do cipó" foi exibido na I Mostra Pajé de Filmes Indígenas.
Ibã é parte de uma linhagem de cantores da tradição kaxinawá (seu avô e seu pai eram cantores e agora ele mesmo transmite a seus filhos a força do canto). E foi pelo canto que ele prestou uma homenagem à Pajé. Numa espécie de batizado para nós, Ibã, que disse se sentir em casa em nosso espaço, cantou "Nîhêwã Puskenê", que quer dizer "a floresta estremece", cuja letra é: "árvore grande/com folhas novas/vem um vento forte/leva as folhas velhas, secas/deixa as folhas novas".

Para assistir ao vídeo com o canto de Ibã na Pajé, acesse o link:
http://www.youtube.com/watch?v=u5jtSWtnqv0

16 de out. de 2009

ALDEIA GLOBAL

"Vivemos uma época propícia para esse tipo de trânsito entre os sentidos, de certa forma, uma religação dos sentidos do homem. Não no sentido religioso, mas no sentido pagão mesmo. Uma comunidade indígena não diferencia linguagens como nós fazemos. Lá a música está sempre ligada à dança, ao culto, enfim, não há separação entre arte e vida. Essa distinção foi criada pelo homem civilizado ao longo da história e, de certa forma, a modernidade resgata um pouco desse espírito tribal, de aldeia. Imagino que seja este um dos sentidos a ser atribuído hoje à expressão 'aldeia global', de McLuhan."
Arnaldo Antunes em entrevista ao Boletim UFMG de 05/10/09.

Programa Rede Mídia da TV Minas - O audiovisual indígena - 15/10/09




15 de out. de 2009

Programa Rede Mídia da TV Minas sobre o cinema indígena


Vai ao ar hoje às 22 hs o programa Rede Mídia da TV Minas sobre o cinema produzido por índios. Com participação de Glayson Caxixó (diretor de "Casca do Chão"), Rubem Caixeta (antropólogo da UFMG) e Rafael Fares (da Pajé Filmes), o programa foca a produção atual dos índios e menciona a Mostra Pajé de Filmes Indígenas. Exibe também matérias com a Profa. Maria Inês de Almeida (do Literaterras/UFMG), Charles Bicalho (da Pajé) e trechos dos filmes produzidos por índios mineiros.
O Rede Mídia tem reprise no domingo às 20:30 hs.
Confiram versão para internet do programa:
http://www.youtube.com/watch?v=pJ4TfCdAx8I

8 de out. de 2009

Exibição de "Presente dos Antigos" na TV Minas


Temos o prazer de divulgar a exibição do filme "Presente dos Antigos" (2009), realizado com o povo Xacriabá e dirigido por Ranisson Xacriabá. A realização foi coordenada por Rafael Fares em parceria com Pedro Portella através do programa DocTv.
O filme, que mostra a revitalização da cultura Xacriabá com base nas pinturas rupestres encontradas nas cavernas do Vale do Peruaçu, será exibido às 23 hs no dia 8 de outubro na Rede Minas. E para outros estados, ver abaixo link da Rede Minas:
http://www.redeminas.tv/Cmi/Pagina.aspx?464.

1 de out. de 2009

O Brasil e a Mostra Pajé - Por Marcos Henrique Coelho


Se qualquer um de nós for ao Museu de Biologia (ou História Natural?) de Nova Iorque e, ao encontrar lá uma folhinha qualquer, oriunda de uma floresta da "cazaquismênia", por exemplo, poderemos ficar orgulhosos ao constatar que seu nome científico estará grafado em latim. Pode haver ainda, junto a ele, o "nome popular" em hebraico, inglês, espanhol, "slavo" ou português, mas o nome "científico", este estará escrito em latim.
Se considerarmos que a marca mais forte do processo de colonização é a substituição e a imposição da língua do colonizador ao colonizado, devemos ficar orgulhosos, porque tal grafia em latim significa que o colonizador "neogermânico" não levou a cabo o processo de colonização dos povos "latinos", ao contrário do que é comumente divulgado por aí.
No último dia da Mostra Pajé de Filmes Indígenas tivemos o prazer de receber no escritório da Pajé Filmes o simpático casal Sueli e Isael Maxakali, conversando entre si em sua língua nativa. Confesso que fiquei prestando atenção naquela cena, tomado de satisfação e alegria, porque se consolidou minha convicção de que os "povos da floresta" – apenas para pegar carona na sábia expressão de Djalma Caxixó, Cacique desta etnia mineira – , que também nos representam enquanto brasileiros, jamais verão plenamente concretizado o seu processo de colonização.
É isto! Que se repercuta a diretriz para que os "povos da floresta" jamais abandonem sua língua original, além de outras tradições, é claro.
Para mim, continua a constituir-se um misto de mistério e estranheza, a expressão pictórica e iconográfica destes povos. Ao assistir seus filmes, começo a perceber que eles interferem e alteram contundentemente o conceito "clássico", porque de origem e estrutura aristotélicas, de representação da realidade que adotamos para nossa (não indígena, "ocidental") expressão audiovisual.
Bem, este é apenas o início ambíguo do caminho, no universo de várias especulações que podem surgir a partir deste contato um pouco mais aprofundado com as experiências audiovisuais dos "povos da floresta" e sua expressão imagética. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte... Há mais perguntas do que repostas, certamente.
Após ajudar a organizar a 1ª Mostra Pajé de Filmes Indígenas, sou obrigado a me perguntar: "Afinal, onde fica esse tal Brasil, do qual todos nos orgulhamos durante os discursos-inflamados e as Copas do Mundo? Onde fica esse Brasil, do qual todos nós nos orgulhamos e que trata tão preconceituosamente os habitantes originais de sua terra?"
Cabe gastar tempo para pensar no assunto.

Belo Horizonte, setembro de 2009

21 de set. de 2009

Mostra Pajé no Estado de Minas



Acesse o link para ler a notícia no site:
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_8/2009/09/16/ficha_cinema/id_sessao=8&id_noticia=15590/ficha_cinema.shtml

19 de set. de 2009

Mostra Pajé - Terceiro dia



O último dia da Mostra Pajé contou com a presença de Isael Maxakali e sua esposa, Sueli Maxakali. Os dois estariam presentes no primeiro dia da Mostra, para apresentar o filme "Tatakox", realização de Isael sobre o espírito da lagarta. Contratempos porém não permitiram que os dois se deslocassem da aldeia a tempo. Para quem acompanhou a Mostra desde o primeiro dia no entanto, pouca diferença fez. Isael contou como foi a filmagem do ritual no filme, além de anunciar planos para a realização de uma nova obra. Para finalizar, o casal cantou para a audiência.
Em seguida tivemos a exbição dos últimos filmes da Mostra: "A Caçada", uma animação de Itamar Krenak; "O Sonho do Pajé", produção coletiva dos alunos do PIEI-MG, e "Serras da Desordem", de Andrea Tonacci, que fechou a Mostra com chave de ouro.
Veja participação de Sueli e Isael Maxakali acessando o link http://www.youtube.com/watch?v=9hvErfmLF2s

18 de set. de 2009

Mostra Pajé - Segundo dia



O segundo dia da Mostra Pajé contou com a participação de Glaysson Caxixó (na foto logo acima), um dos realizadores de "Casca do Chão", o segundo filme a ser exibido. Glaysson contou como foi a experiência de filmar os fragmentos da cultura do povo Caxixó apresentados pelo cacique Djalma.
O primeiro filme do dia foi "Huni Meka, os Cantos do Cipó". E, fechando a sessão, foi a vez de "500 Almas", belo filme de Joel Pizzini sobre os Guató do Mato Grosso do Sul.
Nesta sexta-feira, último dia da Mostra, teremos a exibição de três filmes: a animação "A Caçada", de Itamar Krenak; a ficção "O Sonho do Pajé", obra coletiva das etnias mineiras Maxakali, Krenak, Xacriabá, Pataxó e Xukuru-Kariri; e "Serras da Desordem", do cineasta Andrea Tonacci, filme que embaralha gêneros para contar uma história impressionante.

17 de set. de 2009

Mostra Pajé - Primeiro dia



Com público aproximado de 50 espectadores, começou ontem a Mostra Pajé de Filmes Indígenas no Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG. Pontualmente às 16 horas teve início a primeira sessão da Mostra, que continua hoje e segue até amanhã, sempre às 16 hs.
O filme que abriu a Mostra foi "Tatakox", de Isael Maxakali. Na sequência foi exibido "O Presente dos Antigos", de Ranisson e José dos Reis Xacriabá. Pedro Portela, que participou desta produção, esteve presente e comentou o filme. Pedro falou também sobre "Xina Bena - Novos Tempos", de Zezinho Yube, o terceiro a ser exibido ontem.
A Mostra continua hoje com a exibição de "Huni Meka, os Cantos do Cipó", de Josias Mana e Tadeu Siã; "Casca do Chão", de Glaysson (que estará presente para comentar) e Jacyara Caxixó; e "500 Almas", de Joel Pizzini, que gentilmente cedeu o filme para a Mostra Pajé.
Amanhã, sexta-feira, a Mostra continua com a exibição de mais três filmes: "A Caçada", de Itamar Krenak, "O Sonho do Pajé" (direção coletiva) e "Serras da Desordem", de Andrea Tonacci, que também apoia a Mostra, tendo cedido gentilmente seu filme para exibição.

24 de ago. de 2009

Programação da Mostra Pajé de Filmes Indígenas

Finalizadas as postagens com o resumo de cada um dos nove filmes selecionados para a Mostra Pajé de Filmes Indígenas, confirmamos a data, o horário e o local da Mostra. Ela acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de setembro, às 16 horas, no Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG, no Campus Pampulha, av. Antônio Carlos, 6627.

Ficou então assim a programação da Mostra Pajé:

Dia 16/09 - Quarta-feira
Tatakox, de Isael Maxakali
Presente dos Antigos, de Ranisson Xacriabá e José dos Reis Xacriabá
Xina Bena - Novos Tempos, de Zezinho Yube

Dia 17/09 - Quinta-feira
Huni Meka, os Cantos do Cipó, de Josias Mana e Tadeu Siã
Casca do Chão, de Glaysson Caxixó e Jacyara Caxixó
500 Almas, de Joel Pizzini

Dia 18/09 - Sexta-feira
A Caçada, de Itamar Krenak
O Sonho do Pajé, dos alunos das etnias Xacriabá, Krenak, Maxakali, Pataxó e Xukuru-Kariri nas oficinas de Múltiplas Linguagens do PIEI-MG
Serras da Desordem, de Andrea Tonacci

Em breve postaremos aqui a nova versão do cartaz, com os dados atualizados.

17 de ago. de 2009

O SONHO DO PAJÉ



“O Sonho do Pajé” (Fic., MG, 16’20”, 2008) - Alunos das etnias Xacriabá, Krenak, Maxakali, Pataxó e Xukuru-Kariri nas oficinas de Múltiplas Linguagens do PIEI-MG.

Filme realizado pelos alunos do Curso Normal Indígena do Programa de Implantação das Escolas Indígenas de Minas Gerais (PIEI-MG), sob os auspícios da Pajé Filmes, “O Sonho do Pajé” é uma releitura crítica e bem humorada da descoberta da América pelos europeus. Estes chegam ao litoral na figura de uma mulher espalhafatosa e seus dois capangas. Porém, a recepção que os índios oferecem a eles será um pouco diferente daquela que se costuma ouvir nas aulas de História.

A CAÇADA



“A Caçada” (Animação, MG, 02’20”, 2009) - Itamar Krenak

Itamar Krenak é aluno do Curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas (FIEI) da UFMG. Desenhista, foi no Laboratório de Múltiplas Linguagens do FIEI que Itamar desenvolveu esta animação que ilustra um dia de caçada na aldeia Krenak. Mais uma produção do Literaterras.